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	<title>mutações genéticas &#8211; Viver com Cancro da Mama</title>
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		<title>Estará o cancro na minha família?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marlitacarneiro@newsfarma.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 15:50:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cancro hereditário]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro passo após o diagnóstico de cancro da mama é conhecer a história familiar sobre esta patologia, em direção à realização de testes genéticos, o que pode indicar se “essa mulher pertence a uma família com uma mutação que pode explicar o cancro da mama”. A Dr.ª Mónica Nave, oncologista no Hospital da Luz, destaca as alterações genéticas hereditárias como um fator fundamental no processo oncológico de cada doente e que, ao longo dos anos, “o volume de pedidos de teste é cada vez maiores”.</p>
<p>O fator idade ou até determinadas características do próprio tumor da mulher podem indicar se o profissional de saúde está perante um cancro da mama associado a uma alteração genética hereditária. A oncologista destaca ainda que os cancros da mama triplo negativos apresentam uma maior correlação com as alterações genéticas, pelo que cada profissional de saúde deve estar alerta para esta possibilidade.</p>
<p>No entanto, os testes hereditários já são realizados em praticamente todos os casos, quer seja por história familiar, quer seja por necessidade terapêutica: se o oncologista considerar benéfico recorrer a um fármaco específico para o tratamento de uma doente, apenas recomendado para mulheres com mutação, apresenta carta branca para a realização destes testes.</p>
<p>“O estudo hereditário pode e deve ser feito ao diagnóstico. Se é por história familiar positiva suspeita, pela idade ou por determinadas características do tumor, a probabilidade de haver essa alteração genética é alta.” No entanto, a especialista destaca também que “a maior parte dos cancros da mama são esporádicos, não se associando a uma alteração genética e hereditária”.</p>
<p>Apesar de existirem terapêuticas com “resultados muito favoráveis” para o tratamento de doentes com alteração genética, o risco para neoplasias e outros tumores malignos é mais elevado, pelo que a Dr.ª Mónica Nave aconselha a integração em programas de vigilância bem estabelecidos, bem como as cirurgias redutoras de risco.</p>
<p>Uma doente com mutação BRCA1, associadas sobretudo a cancros da mama e do ovário, ou BRCA2, cobrindo o cancro da próstata, além dos anteriormente referidos, pode transmiti-lo aos filhos do sexo feminino ou masculino.</p>
<p>Por fim, a especialista deixa a seguinte mensagem: “Não é 100 % garantido que uma mulher que tem uma mutação venha a ter cancro.” O mesmo acontece com os seus descendentes. Apesar de cada mulher transmitir um património genético que “não é perfeito”, a oncologista acredita que nada “anula o valor da vida” e que uma mulher com mutação hereditária não se deve culpabilizar por transmiti-la aos seus descendentes.</p>
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