1 de Fevereiro, 2023

Apesar de existirem diferentes perspetivas “muito abrangentes”, “podemos ter o nosso próprio significado de sobrevivência”. Quem o afirma é o Enf. Tiago Peixoto, do Centro Hospitalar Universitário do Porto, sobre a definição de sobrevivente. “O importante é as pessoas reconhecerem-se no termo de sobrevivente. Veja a entrevista.

Para se considerar sobrevivente, não existe uma barreira temporal. “Não se é sobrevivente a partir dos 5 ou 10 anos, após o diagnóstico”, esclarece o especialista. Até se pode considerar sobrevivente logo após o diagnóstico ou até mesmo incluir os familiares e cuidadores.

Na linguagem científica, existe consenso na seguinte definição de sobrevivente: “pessoa que já terminou os tratamentos e está em fase de remissão.” No entanto, estar livre de doença não significa que existam consequências que precisam de ser geridas com um acompanhamento profissional.

Neste sentido, os cuidados que o próprio sobrevivente deve ter são cruciais para diminuir estas consequências. “Muitas vezes, sentem-se perdidos e desligados dos cuidados de saúde e até mesmo os centros oncológicos focam-se muito no tratamento da doença e esquecem-se desta vertente.”